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BoldCombo
Ícone da aplicação Sherlock: Objetos Ocultos

Análise · Blocos e imagens

Sherlock: Objetos Ocultos

O único título do catálogo que não é um tabuleiro. Aqui a grelha é uma ilustração densa, o problema é encontrar catorze objectos no meio de duzentos, e o contexto é uma sequência de casos com cenários emprestados à literatura.

7,6/10Nota editorial

Google Play 4,7

Em resumo

Género
Aventura / Quebra-cabeças de aventura
Estúdio
G5 Entertainment
Plataforma
Android
Classificação na Google Play
4,7
Sessão típica
10 a 25 minutos por caso
Porta de entrada
Baixa, mas o relógio incomoda no início
Modo
A solo
Sem ligação
Não: precisa de ligação para a maior parte do conteúdo

Ver na Google Play

Ligação para a página pública do título na Google Play. Abre numa janela nova; este sítio não é afiliado da loja nem do estúdio.

A cena, a lista e o relógio

Cada cena é uma ilustração desenhada à mão, cheia de objectos sobrepostos, e uma lista do que é preciso encontrar. Toca-se no objecto certo e ele sai da cena; toques errados em sequência fazem a imagem tremer e o relógio, no topo do ecrã, continua a descer a partir dos três minutos. Na barra inferior há itens de auxílio que apontam para um objecto ou acrescentam tempo, em quantidade limitada.

Entre cenas há mini-jogos: peças a encaixar, mecanismos a alinhar, sequências a repetir. São curtos e servem de pausa para os olhos, que depois de duas cenas seguidas agradecem. O conjunto — cenas, mini-jogos e um caso a avançar entre eles — é o que distingue este título de uma lista de imagens com objectos escondidos.

Os primeiros minutos

A primeira cena é quase acolhedora: poucos objectos na lista, todos razoavelmente visíveis, e o relógio dá muito mais tempo do que é preciso. A terceira já não é. A densidade sobe depressa e, por volta do quinto caso, a lista passa a incluir objectos parcialmente tapados, objectos com a mesma cor do fundo e objectos cujo nome não corresponde ao que uma pessoa esperaria ver.

Este último ponto merece um aviso: a tradução portuguesa é correcta mas ocasionalmente ambígua, e há objectos que só se encontram depois de perceber que o nome se refere a outra coisa. É a maior fonte de tempo perdido nas primeiras horas.

Cena de rua vitoriana em Sherlock: Objetos Ocultos com uma lupa a destacar um capacete policialCena inspirada em Alice no País das Maravilhas com um coelho branco de monóculo e um relógio de bolso
Capturas da própria aplicação, usadas para ilustrar o que o texto descreve.

Volume de conteúdo

O material visual é o argumento forte. Os cenários passeiam por mundos reconhecíveis — a rua vitoriana com os candeeiros e a carruagem, um jardim inspirado em Alice no País das Maravilhas, com o coelho de monóculo e o relógio de bolso, e referências directas a volumes que aparecem desenhados nas próprias cenas. A qualidade da ilustração está muito acima da média do género: há profundidade, há luz coerente e há detalhes que não servem para nada a não ser tornar a cena credível.

A estrutura por casos dá um fio condutor. Não é literatura, e as personagens não passam de arquétipos, mas chega para dar um motivo para abrir a cena seguinte — coisa que um quebra-cabeças puro não tem.

Funcionamento sem ligação

É a limitação mais séria e a razão pela qual este título fica atrás dos restantes na nossa avaliação. A aplicação assume ligação permanente: sem rede, o conteúdo novo não abre e a sessão trava. Num catálogo em que todos os outros títulos funcionam num avião ou num túnel, esta dependência pesa, e pesa sobretudo porque o jogo é exactamente do tipo que uma pessoa quereria abrir numa viagem.

O volume de dados a descarregar também não é pequeno: cenas ilustradas em alta resolução ocupam espaço, e a primeira instalação demora.

Comportamento em ecrãs pequenos

Num telemóvel de dimensão normal, várias cenas exigem ampliar para distinguir objectos com poucos milímetros. A ampliação funciona bem e com dois dedos, mas o relógio não pára para esperar, e há uma tensão desagradável entre precisar de tempo para procurar e precisar de tempo para navegar.

Quem tiver um ecrã grande tem aqui uma vantagem real, e não apenas de conforto: é uma vantagem de desempenho no jogo. Isso é uma falha de desenho, não uma característica.

Onde o jogo mostra limites

Além da ligação e do relógio, a crítica de fundo é o encadeamento. O jogo alterna cenas, mini-jogos e avanços de caso segundo um ritmo que não está nas mãos de quem joga, e há momentos em que se quer continuar e o jogo quer parar. Um quebra-cabeças deve deixar decidir quando se acaba.

Há ainda o hábito de reutilizar a mesma cena com listas diferentes. Funciona nas primeiras vezes, porque conhecer a cena permite ser mais rápido, e cansa a partir da terceira.

Comparação com os vizinhos de género

A comparação natural é com a aplicação de Quebra-cabeças da Easybrain: ambos vivem de imagens e ambos pedem tempo. A diferença é o tipo de atenção. O quebra-cabeças permite distracção; este exige foco contínuo durante três minutos seguidos, e não é possível jogar com outra coisa em segundo plano.

Quem gosta da procura visual mas não suporta o relógio deve olhar para o Nonogram.com, onde a imagem também aparece no fim, mas ao ritmo de quem a constrói.

Balanço

A favor

  • Ilustração muito acima da média do género, com cenários coerentes e detalhados
  • Estrutura por casos que dá continuidade ao conjunto
  • Mini-jogos curtos entre cenas, que descansam a vista
  • Cenários inspirados em obras literárias reconhecíveis

Contra

  • Depende de ligação permanente à rede para praticamente tudo
  • O relógio de três minutos entra em conflito com a necessidade de ampliar
  • Alguns nomes de objectos são ambíguos e fazem perder tempo sem razão
  • Cenas reutilizadas com listas diferentes cansam a partir da terceira vez
  • Instalação pesada e demorada

7,6/10Nota editorial

Avaliação editorial do BoldCombo, numa escala de 0 a 10, independente da classificação de 4,7 publicada na Google Play. Os critérios estão em Como avaliamos.

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