
Ficha · Blocos e imagens
Quebra-cabeças (Jigsaw Puzzles)
O quebra-cabeças de mesa transposto para o telemóvel sem tentar ser outra coisa. Não há tempo, não há pontuação e não há nada a competir com a imagem — o que há é uma biblioteca de fotografias grande o suficiente para durar anos.
8,0/10Nota editorial
Google Play 4,6
Em resumo
- Género
- Quebra-cabeças / Quebra-cabeça
- Estúdio
- Easybrain
- Plataforma
- Android
- Classificação na Google Play
- 4,6
- Sessão típica
- 12 a 45 minutos por imagem
- Porta de entrada
- Nenhuma
- Modo
- A solo
- Sem ligação
- Parcial: as imagens novas exigem ligação
Ligação para a página pública do título na Google Play. Abre numa janela nova; este sítio não é afiliado da loja nem do estúdio.
Da fotografia às peças
Escolhe-se uma fotografia, escolhe-se o número de peças e a aplicação recorta a imagem sobre um fundo de madeira clara. As peças por montar ficam numa bandeja no fundo do ecrã, que se percorre lateralmente; arrastam-se para a área de montagem e encaixam com um som seco quando estão no sítio. Peças mal colocadas ficam simplesmente onde foram largadas.
O número de peças é a única definição que interessa e vai de composições de poucas dezenas, que se fazem em cinco minutos, a montagens com várias centenas. Há também um modo com rotação, que baralha a orientação de cada peça e transforma um passatempo tranquilo num exercício bastante mais lento. Está desligado por omissão, e é a decisão certa.


Volume de conteúdo
A biblioteca é o argumento principal. As imagens estão organizadas em colecções temáticas — cidades, animais, natureza, arte, comida — e a própria ficha da aplicação na loja anuncia dezenas de milhares de fotografias. Não há nenhuma forma razoável de verificar esse número, mas a sensação ao navegar é coerente com ele: em nenhum momento se chega ao fim de uma categoria.
A qualidade das fotografias é acima da média do género. São imagens com contraste, com zonas de detalhe e com zonas calmas, o que importa muito mais do que parece: uma fotografia toda cheia de céu azul transforma-se numa montagem penosa, e aqui essas são raras. Entre as colecções de cidades há, para quem joga em Portugal, um punhado de imagens reconhecíveis — a fotografia de um eléctrico amarelo numa rua de Lisboa é uma delas.
Interface e leitura do tabuleiro
A montagem faz-se com dois gestos: arrastar com um dedo e ampliar com dois. A área de trabalho desloca-se livremente, e há um botão para ver a imagem completa em sobreposição, que se usa mais vezes do que se gostaria de admitir. A bandeja de peças pode ser filtrada, e essa é a função mais útil da aplicação inteira: mostrar apenas peças de canto, ou apenas peças de um determinado tom, corta o tempo de procura para metade.
O fundo de madeira clara com as peças por cima é agradável e não cansa. O som de encaixe pode desligar-se, e as animações são discretas.
Comportamento em ecrãs pequenos
É onde a aplicação mais sofre. Numa montagem de duzentas peças num telemóvel, a peça individual tem poucos milímetros, e a maior parte do tempo passa-se a ampliar, arrastar, reduzir e voltar a ampliar. Funciona, mas é trabalhoso, e ao fim de vinte minutos nota-se.
Em tablet, a mesma montagem é uma experiência completamente diferente e claramente superior. Quem tiver um à mão deve usá-lo; quem só tiver telemóvel faz bem em ficar-se por montagens de até cem peças, onde o equilíbrio ainda é confortável.
Funcionamento sem ligação
As imagens são descarregadas à medida que se escolhem, o que significa que a aplicação precisa de ligação para abrir uma fotografia nova. As montagens já iniciadas continuam disponíveis sem rede e o progresso é guardado peça a peça, por isso uma viagem de comboio sem cobertura não destrói nada — desde que a imagem tenha sido aberta antes.
É uma limitação previsível num catálogo desta dimensão e, ao contrário do que acontece noutros títulos, está bem gerida: não há ecrãs de erro agressivos, apenas a imagem que não abre.
Para quem faz sentido
Faz sentido para quem quer um passatempo sem exigência mental, para fazer com música de fundo ou com televisão ligada. É o único título deste catálogo que não pede concentração: pede tempo e paciência, que são coisas diferentes.
Faz menos sentido para quem procura um problema para resolver. Não há nada a deduzir num quebra-cabeças; há apenas a montar. Quem quiser imagens mas com raciocínio pelo meio deve olhar para o Nonogram.com, onde a imagem é o resultado da dedução e não o material dela.
Balanço
A favor
- Biblioteca de fotografias muito grande e bem organizada por temas
- Filtros da bandeja de peças que reduzem drasticamente o tempo de procura
- Rotação opcional, desligada por omissão
- Progresso guardado peça a peça, mesmo nas montagens mais longas
Contra
- Montagens grandes são desconfortáveis em telemóvel e pedem tablet
- Cada imagem nova exige ligação para ser descarregada
8,0/10Nota editorial
Avaliação editorial do BoldCombo, numa escala de 0 a 10, independente da classificação de 4,6 publicada na Google Play. Os critérios estão em Como avaliamos.
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